Oscar | Minari: Em busca da felicidade

Em plenos anos 80 uma família imigrante coreana tenta sua sorte no interior em busca de uma vida melhor e do famoso sonho americano. Este filme tem chance de Oscar?

E mais uma vez vemos um filme coreano nas categorias principais do Oscar (vencedor do Globo de Ouro como melhor filme em língua estrangeira) e devo admitir que eles viram para ficar. Se Parasita veio derrubando a porta do Oscar ano passado com toda sua crítica escrachada e pessimista ao mundo capitalista, Minari veio mais manso, sutil, intimista, americano, porém não menos crítico. O pesadelo dá lugar ao sonho e o terror lugar a esperança sendo confrontada pela verdade e a realidade de um mundo que prega um sonho em meio as dificuldades da vida de um imigrante nos Estados Unidos na época de Reagan.

Pôster: Minari

O filme Minari coloca uma família coreana em mudança para o interior depois de fracassarem em tentar a sorte na cidade grande com um sonho: ter uma fazenda de produtos coreanos bem sucedida e levar uma vida tranquila e boa sem precisar mais dos sub empregos que tinham ao chegar em terras americanas. Um sonho muito mais do pai da família (Steven Yeun) que tem que lidar com a desconfiança e infelicidade da esposa, a doença do filho e a chegada da sua sogra. A novidade deste filme, além do jeito coreano de contar histórias íntimas com profundidade e cobertas de alegorias (Minari no caso é uma plantinha medicinal que dá em qualquer lugar e que representa a esperança em pelo menos dois níveis dentro do filme), é o uso de duas línguas: o Inglês e o Coreano. Ousadia? Retrocesso? Experimentação? Tire suas conclusões.

O elenco está muito bem no filme, temos um rosto conhecido para quem assistiu TDW e que vai ficar feliz em ver novamente o ator Steven Yeun, famoso Glenn (que descanse em paz). Todos trabalham muito bem juntos para dar vida e realidade as muitas dificuldades que a família enfrenta dar seus passos na nova vida que escolheram e no empreendimento que estavam tentando fazer, os perrengues das mudanças para um lugar desconhecido de língua diferente e das dificuldades de acesso quando se mora no interior e em comunidades pequenas, os problemas do sub emprego, entre outras tantas coisas que se pode listar. Fato é que existe uma harmonia que convence e emociona ao acompanhar a vida dos Yi. A dinâmica mais interessante é da Avó Soon-ja (Youn Yuh-Jung) – que está concorrendo como melhor atriz coadjuvante – e o neto David (Alan Kim) a aproximação dos dois é muito interessante e rende ótimas cenas.

A melhor interação do filme é a dupla Soon-ja (Youn Yuh-Jung) e David (Alan Kim)

Minari é um filme otimista, bem estruturado, com frescor, familiar e extremamente envolvente. Você se importa com os personagens e torce para que tudo dê realmente certo, mesmo que tudo aos trancos e barrancos, mesmo que saibamos que a na realidade há uma grande chance de dar errado e o filme também deixa isso bem explicito, sonhos às vezes são adiados ou mudados por conta das circunstâncias.

Se Parasita veio com os dois pés na porta do Oscar, Minari pede licença e desculpas e ainda sim crítica o seu anfitrião como um tapa de luva, sem deixar de ser bonito, envolvente e com uma mensagem de esperança e com uma chancezinha no Oscar.

E aí? Você concorda com as análises? Deixa sua opinião! E até a próxima!

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