Snyder Cut | A Liga da Justiça que esperávamos?

Após 4 anos de espera, finalmente foi lançado o filme da Liga da Justiça da visão do diretor Zack Snyder, mas a questão é, esse filme é bom?

Nós do Bolsa Nerd decidimos fazer uma pequena análise do filme e discutir se o longa – e coloca longo nisso – do Zack Snyder realmente faz jus a maior equipe de heróis de todos os tempos. Lembrando que este texto não vai conter spoiler, mas vamos considerar tudo que já sabemos que irá ocorrer, tendo em vista o filme distorcido de 2017.

Já contamos aqui toda a trajetória que ocorreu desde as desavenças do diretor com o estúdio até o grande movimento dos fãs para que finalmente a Warner desse aval para a pós-produção do filme dentro do serviço de streaming do HBO MAX. Agora, em março de 2021 a Warner lançou mundialmente para aluguel o Zack Snyder’s Justice League, dividido em 6 partes totalizando 4 horas e 2 minutos de filme. Afinal de contas, essa versão é melhor que a de 2017? Nossa resposta: Muito.

Não entenda errado, o filme possui algumas cenas que poderiam sim ser cortadas, mas não seria possível ser bom com menos de 3 horas e meia, já que o diretor passa uma profundida e abre portas para os problemas dos filmes solos de cada herói da Liga. Parece que tudo no filme tem um foco profundo na direção do Snyder, desde ao policial que fica de patrulha na frente da estátua do Superman, até a atuação da atriz Connie Nielsen (a mãe da Mulher-Maravilha) que parece se importar com cada uma de suas irmãs que morrem em batalha, dando uma carga dramática maior na chegada do Lobo da Estepe. Por falar em Lobo da Estepe é importante comentar que o personagem que era vazio e esquisito no live-action de 2017 agora possui camadas, motivação e história para sustentar suas ações na Terra.

A Liga da Justiça é realmente sobre uma equipe, mesmo que nos pequenos detalhes e pequenas ações, os heróis tem entrosamento e todos possuem uma importância crucial na trama. Esse filme potencialmente representa tudo que um fã da Liga da Justiça poderia esperar do diretor, pois apresenta um mundo mais denso, com heróis que nem se quer se importam se vão ou não matar alguém. Não há redenção dos atos cometidos pelo Batman ou mesmo crise de consciência, nem um controle da Mulher Maravilha ao combater bandidos terroristas, totalmente aceitável quando se entende que aquela é a visão pessimista e cruel do Snyder para o filme, já que em grande parte as mortes são de Parademônios. Das cenas de ação, com certeza a Mulher Maravilha ganha destaque, desde sua primeira aparição até o último momento de batalha sua trilha sonora invade as cenas tornando o filme muito mais épico, fazendo jus ao lado guerreiro da amazona, mas pode incomodar os fãs da visão de Patty Jenkins que apresenta um lado mais otimista da heroína que também condiz com a personagem.

Falando sobre os heróis mais apagados, ele ainda é o Batman do Ben Affleck. O personagem não parece em nada com o cruzado encapuzado que conhecemos nas histórias em quadrinhos, ou nos desenhos clássicos da Liga da Justiça, sempre com aquela cara ranzinza e de poucas palavras. A jornada do personagem aqui é diferente: o Batman quer ser diferente do que ele era, após ver que seu ódio ao desconhecido condenou o destino de toda a Terra, parece estar muito mais feliz e como ele mesmo diz, tem fé em cada decisão tomada. Aquaman tem um arco de história interessante também, apesar da péssima forma que o diretor encontrou para que o Atlantis conversassem entre si e apesar de ser bonito visualmente, não faz sentido no “dia-a-dia” dos habitantes da cidade submersa. Por melhor que seja sua história, talvez haja uma dificuldade em convergir a história do filme do Snyder com tudo que ocorre no filme solo do herói, mas seu pequeno arco de evolução é conciso e abrangente para o futuro do herói mestiço.

A importância do Superman é gigantesca e parece que depois de tanto tempo, o diretor finalmente se rendeu a opinião dos fãs e apresentou um Superman mais otimista, alegre e que entende o seu propósito de vida, diferente do pessimista de 2016 – em Batman vs Superman – e muito disso se mostra, na verdade, pelo peso que o herói tem para a própria Liga. Fica evidente nos comentários do Flash e toda construção narrativa que acaba por convergir na esperada ressurreição do herói, que diferente de 2017, possui um peso maior e muito mais sentido a trama.

Flash e Ciborgue são essenciais para o filme, como o intérprete do Ciborgue costumava afirmar: o herói é a alma do filme e isso é assustador se comparado ao corte que o diretor Joss Whedon fez alguns anos antes. Além disso, toda a evolução do personagem que é feita de uma forma concisa e rápida, mostrando grande parte da sua personalidade é muito bem feita e emociona diversas vezes. Flash tem sua importância na trama, com algumas mensagens sendo construídas desde o início da história, seu background, seu passado com seu pai e sua vida difícil são entoadas mostrando que, diferente da sua versão de 2017, Barry Allen é um garoto motivado, com propósito e determinação, disposto a ser herói e estar no panteão dos deuses ilustrados por Zack Snyder.       

Zack Snyder’s Justice League é um filme a altura da maior equipe de super-herói dos quadrinhos, apresenta lutas épicas e uma história envolvente que faz suas 4 horas passarem voando se você realmente gosta desse universo de quadrinhos e todas as mensagens que o Universo DC aborda. A questão é: será que teremos uma continuação? Resta saber se a Warner estará disposta novamente a acreditar na visão do diretor. 

E aí? Quer conferir também o Snyder Cut? Já assistiu? Deixe aqui sua opinião, e até a próxima.         

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