Rússia| Cidade dos Mortos e o paralelo com a vida real.

Cidade dos Mortos (To the lake), é uma série russa disponível na Netflix que apesar do que sugere o nome não é sobre zumbis.

A obra refere-se a uma pandemia fatal de gripe que assola a Rússia, a princípio Moscou, e acontece em um cenário terrível e distópico, muito semelhante ao que estamos vivenciando com a pandemia da COVID-19.

Pôster de Cidade dos Mortos na Netflix.

No enredo, um vírus desconhecido transforma Moscou em uma cidade desgovernada: sem eletricidade, o dinheiro perdendo o seu valor, as pessoas desesperadas e perdidas sem saber o que fazer, crianças presas em quarentena forçada, fronteiras fechadas e quem não está infectado lutando para fugir de todo esse caos.

A luta pela sobrevivência em Cidade dos Mortos

A história se inicia com Sergey que vive em outra cidade com sua nova esposa Anna e seu enteado Misha,  precisando entrar em Moscou para resgatar sua primeira esposa Irina e o filho Anton, uma criança. Após conseguir com uma série de artimanhas resgatá-los, eles se juntam a família atual de Sergey e seus vizinhos ricos e fúteis Lyonya e Marina, e a filha de Lyonya: Polina, uma adolescente “rebelde sem causa” que inicialmente atrapalha mais do que ajuda.

Viktoriya Agalakova – Polina em Cidade dos Mortos

À partir deste momento, essas pessoas que jamais se imaginariam dividindo o mesmo espaço precisam passar por cima de suas diferenças e lutar juntas pela sobrevivência, em uma jornada  longa e perigosa rumo ao norte para encontrar um pavilhão de caça isolado em uma ilha deserta que pertence a Bóris, pai de Sergey.

Cidade dos Mortos chama a atenção por fugir do padrão (geralmente americano) de produções pós apocalípticas, e por mostrar que em um cenário de caos sanitário, o principal inimigo não é a doença em si e sim as reações e relações humanas decorrentes dela.

Sergey, Lyonya e Irina

A série também mostra que, talvez nos momentos mais difíceis, é que reconhecemos a importância de resgatar e resolver algumas relações como é, poro exemplo, de Sergey e seu pai.

Bem oposta ao que estamos acostumados, ela entrega um visual tenso e imersivo com situações inusitadas e relações interessantes como a de Polina e Misha – um garoto autista que precisa se esforçar para conseguir expressar seus desejos e posicionamentos.

As diferentes figuras da trama e sua convivência são colocados à prova a todo instante na série.

Apesar de não ser uma novidade na TV (a série estreou em outubro de 2020 na Netflix), Cidade dos Mortos é uma história mais do que atual e nos traz reflexões sobre relações diante de adversidades, o que tem valor, e o quanto estamos dispostos a lutar pelo que de fato é importante. 

A série deixa vários ganchos e expectativas para uma segunda temporada, então, que venha. Já estou no aguardo.

Se você assistiu ou ainda vai assistir, compartilhe conosco suas impressões nos comentários.

Um grande abraço virtual (esse ainda pode) e até a próxima!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora
%d blogueiros gostam disto: