Do Melhor ao Pior: "Orgulho e Preconceito"

“Orgulho e Preconceito” é um dos romances mais conhecidos escritos por uma mulher, não há quem não sabia pelo menos o nome e o conceito da obra. Sendo tão celebrada, o que não faltam são adaptações de todos os tipos, e eu como uma boa fã assisti algumas e farei uma lista do melhor e o pior (na minha opinião), em conceito e releitura. Lembrando que você pode discordar e comentar conosco qual a melhor e a pior adaptação na sua visão.

Melhor- Filme de 2005, dirigido por Joe Wright:

Sim, o filme com Keira Knightley e Matthew Macfadden fica com o primeiro lugar. Além da adaptação não deixar a desejar em quase nada, a fotografia e direção são impecáveis; cada detalhe importa neste filme, não é apenas uma aula sobre a sociedade da época, mas também de direção e cinema. Não é apenas uma história bonita é um filme lindo. As atuações são excelentes, as escolhas na adaptação são boas e você fica realmente encantado pela obra em geral. O filme não teve beijo entre os protagonistas e você não sente falta dele, pois ficaram claros os sentimentos dos envolvidos. Simples assim.

Dica: assista o filme com os comentários do diretor, pois dá algumas novas camadas ao filme, e dê uma olhada nos extras também, você terá surpresas.

Série BBC, 1995:

A maravilhosa série da BBC tem um lindo lugar na minha prateleira de casa. São 10 episódios e só não ficou no primeiro lugar por que ela teve uma temporada inteira para nos contar a história, enquanto que o filme teve menos de 2h para fazer o mesmo, mas é um clássico para os fãs de “Orgulho e Preconceito”. O nome mais conhecido do elenco com toda certeza é Colin Firth como Mr. Darcy e confesso que, para mim, é uma das melhores atuações do personagem. Quando li imaginei exatamente alguém como ele, o que é estranho, pois o ator quase não ficou com o papel. Se espera uma história mais completa e momentos realmente embaraçosos entre os personagens principais, assista a série da BBC, ela é incrível. Obrigada, BBC.

“The Lizzie Bennet Diary”, 2012:

Quer uma atualização diferente de Orgulho e Preconceito? Eis a escolha! Lizzie Bennet é uma vlogueira que nos conta sobre a obsessão de sua mãe em casar suas três filhas (Lizzie, Jane e Lydia), especialmente com a chegada de um estudante de medicina a sua vizinhança: Bing Lee e seu amigo orgulhoso Darcy. A Lizzie desta versão é inteligente e extremamente artística, fazendo a interpretação dos eventos junto com sua amiga e editora Charlotte, ou com uma das suas irmãs: Jane, a estagiária de moda e praticamente perfeita, e Lydia, a escandalosa, festeira e fofa. A história toda é do ponto de vista de Lizzie com algumas intervenções de outros do grupo. Divertido e cheio de surpresas em como eles trazem todos os personagens para a história, e para nos ajudar eles ainda fizeram alguns bônus na história e tem LEGENDA! Obrigada outros fãs de Jane Austen. São 100 episódios super curtos e divertidamente inteligente. Vale o 3º lugar. Assista pelo YouTube aqui.

“Orgulho e Paixão”, novela brasileira, 2018:

Eu acompanhei a adaptação brasileira meio que pela metade e decidi ver de novo. Foi coerente e linda para a realidade brasileira de algumas obras de Jane Austen. Se passa nos anos 1910 entre o Vale do Café e São Paulo, e conta a história das mulheres da Família Benedito, entre elas Elizabeta, livremente inspirada em Elizabeth Bennet. Elizabeta é um espírito livre com o sonho de viajar pelo mundo, até ele bater a sua porta na forma de um inglês chamado Darcy Williamson. Achei uma versão um pouco mais ousada de Elizabeth, super abrasileirada e deu orgulho sim da adaptação feita: trabalhadora, sonhadora, e mais do que isso, idealizadora. Vale a pena dar uma olhadinha e perder um tempinho com esta história abrasileirada. Vale o 4º lugar sim! Ah, são 162 episódios, afinal é uma novela, né? Encontra-se disponível pelo Globo Play.

“Noiva e Preconceito”, Bollywood (Índia), 2004:

Assisti quando estava disponível na Netflix e nunca me diverti tanto! É adaptação e modernização indiana da história, então espere muita dança e cantoria. Eu confesso que eu amei tudo isso, mas sei que muitos não apreciam a pegada musical em filmes. É uma boa atualização e demonstração de cultura para Jane Austen e o livro. Lalita Bakshi é a versão indiana de Elizabeth e faz uma crítica ao casamento arranjado na Índia e também à exploração do turismo por estrangeiros. Vale a pena dar uma conferida.

“Pride and Prejudice”, 2014, Coreia do Sul:

Sim, um K-Drama aqui para vocês. Mas aqui não é releitura, é só a essência da história. O que eu chamo de essência? Para “Orgulho e Preconceito”, é que os protagonistas têm preconceitos um com o outro e são extremamente orgulhosos, mas isso é desconstruído durantes a história até finalmente eles poderem se acertar e tornarem um casal. E vou falar que a Coreia do Sul é mestre em pegar essências e a formular toda de uma maneira diferente, já comentei uma destas formas em outro texto sobre “The K2” (Branca de Neve). Neste drama, os protagonistas são um promotor antigo sendo mentor de uma recém-chegada com um passado em comum. Eles resolvem casos em casa episódio e tentam investigar juntos. Eu diria que é um suspense bem escrito e super tenso, fica a minha recomendação, e como foge um pouco da questão adaptação fiel da história, ganha o 6º lugar. Encontra-se disponível no Viki.

“Orgulho, Preconceito e Zumbis”, 2016:

Aqui no blog já fizemos uma resenha deste filme. Ele não fica nos primeiros lugares, pois não acho que seja tão ousada como as outras. Cumpre o papel de parodiar a obra original, consegue encaixar as falas mais importante do livro, é divertido e, sim, vale a pena ser visto. Ele tem ótimas cenas de batalhas, um humor interessante, e eu fui ver no cinema e voltei bem satisfeita. Vale ficar no meio de campo aqui no 7º lugar.

“Unleashing Mr. Darcy”, filme Hallmark, 2016:

Entrando nos últimos lugares, sempre ficam os romances mamão com açúcar para uma tarde qualquer e assistir com a mãe (pelo menos com a minha, ela curte bastante este tipo de filme, já não é muito a minha praia). “Unleashing Mr Darcy” é uma atualização da Hallmark (conhecida por seus filmes de comédia romântica de natal, e por sinal saiu uma versão de festas de fim de ano, que eu não vi mas fica a menção honrosa) e Elizabeth Bennet se transforma em Elizabeth Scott, uma professora que acaba sendo demitida da escola em que trabalhava, e como é apaixonada por cães, se torna adestradora e conhece um juiz que não simpatiza chamado Donavan Darcy. É um filme mais baixo orçamento de Sessão da Tarde que vale umas horas de lazer com a mãe. Aparentemente terá continuação.

“Pride and Prejudice”, 2003:

Outra adaptação mais baixo orçamento estilo Sessão da Tarde. É modernizada e mostra uma Elizabeth que não quer casar, mas encontra dois pretendentes e um deles é o orgulhoso Darcy. Não é o melhor filme que já assisti sobre “Orgulho e Preconceito”, mas caso tenha curiosidade em ver todas as versões disponíveis, ela é uma que eu não considero audaciosa, mas válida. Não-obrigatório.

Pior- “Lost in Austen”, 2008:

Pior de longe, eu perdi meu tempo assistindo esta tentativa de celebrar Jane Austen. Conta a história de uma fã dos livros que acaba entrando na história de “Orgulho e Preconceito” e a muda completamente, se tornando a protagonista. Você pensa “que íncrivel”, só que não. Ela não sabe se portar dentro da sociedade e se diz fã da história. Uma das releituras que precisa ser ignorada por todos nós, pois a personagem não sabe nem ser fã e acabou com toda a essência da obra original. Último lugar e mais desnecessário de existir, não vale nem a participação da atriz que fez a River de “Doctor Who”, Alex Kingston.

Menções honrosas que eu amo e valem a pena ser vistas:

Diário de Bridget Jones”: A autora é fã e se inspirou em “Orgulho e Preconceito” para escrever o livro, são ótimos tanto o filme quanto o livro e mostra o dilema da solteirona moderna;

Death Comes to Pemberley”, BBC: É como uma sequência, seis anos após o final do livro, e uma tragédia acontece na propriedade de Darcy e Elizabeth, reúne todos os personagens novamente e testa o casamento dos dois em meio a um assassinato. Problemas: é difícil para caramba de encontrar, mas temos nomes conhecidos Matthew Rhys (“The Americans”) e Jenna Coleman (“The Doctor Who”).

E aí? Concorda com esta lista? Colocaria mais alguma sugestão nela? Deixe seu comentário.

2 comentários em “Do Melhor ao Pior: "Orgulho e Preconceito"

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  1. Eu simplesmente AMEI! Obrigada por compartilhar tantas opções!!!! SUPER CONCORDO com a sua opinião sobre os que eu vi!!! SIM, Lost in Austin é o PIOR! Maior desperdício de nome bom e ideia interessante. Alguém refaça direito, por favor?

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