Para ser bem honesta com o leitor, e começar essa história do início, preciso contar que sempre fui “a fã”, com um interesse imenso em vários tipos de ficção e entretenimento. Passei por várias fases, que ia de Turma da Mônica a Percy Jackson, passando por Harry Potter e sendo seguido por Star Wars e Doctor Who. E cá para nós, é um grande prazer fazer parte de um fandom. Conversar com pessoas novas, entrar em outras redes sociais, ler uma fanfic, aprender a editar uma foto do seu ship, entre tantas outras coisas. Mas se tem uma coisa na qual eu aprendi com todas essas histórias, é que cada uma tem algo a nos ensinar. E com a Marvel não foi diferente.

Eu não assisti Homem de Ferro quando lançou. E fiquei sem saber da existência dessa adaptação durante muito tempo. A verdade é que o meu contato com o mundo dos heróis não veio durante a minha infância, e só fui começar a me importar após o primeiro filme dos Vingadores, em 2012. E sempre fui muito avoada e alheia às coisas que estavam na moda, porém não tive escapatória daquela vez. Todo mundo estava falando do lançamento desse filme. A Milena de 12 anos então se viu numa situação em que era obrigada à assistir todos os outros filmes para entender a magnitude de “Os Vingadores”. E depois disso não teve mais volta.

Quando tudo começou.
Posso dizer que os filmes da Marvel me abriram portas. Portas para diferentes conteúdos. Como disse, nunca tive interesse em HQs, meu lance na época eram gibis da Turma da Mônica Jovem (mas, leitor, não se engane, eu também entendia muito pouco de mangás e animes). Eu assisti Os Vingadores pela primeira vez em DVD, com meus pais, e nenhum deles gostou do filme, minha mãe no máximo achava o Capitão América muito bonito. Mas eu tinha adorado, era uma coisa totalmente nova para mim. Revi esse mesmo filme, no mesmo DVD, umas vinte vezes depois daquele dia, até resolver baixar os filmes anteriores, Homem de Ferro 1 e 2, Thor, etc. Tudo fazia sentido. Eu assisti a série Agents of S.H.I.E.L.D logo que lançou, quando ninguém mais gostava, e ficava esperando sair a legenda em português todas as quartas. No dia seguinte conversava sobre o episódio com meu único colega que também assistia.

Os anos foram se passando, lançaram Guardiões da Galáxia, Agent Carter, Vingadores: A Era de Ultron,etc. E aos poucos fui pegando o costume de guardar dinheiro para assistir os filmes no cinema, e a cada filme parecia que tinham mais amigos e colegas que também se tornaram fãs. E professores também. Lembro até hoje de uma aula de história, na qual o meu professor afirmava que, o grande herói do primeiro filme deveria ter sido o Thor, e não o Tony Stark.
Em 2016, já tinha todo um bafafá com Capitão América: Guerra Civil. E meu próximo passo foi ir atrás do livro Guerra Civil, que comprei de um garoto da série acima da minha. Dizer que eu demorei para escolher um lado seria mentira, pois sempre tive um ponto fraco pelo Tony Stark. Então, obviamente, fiquei do lado do Homem de Ferro, e defendi o maldito com unhas e dentes, apesar de discordar do lado político que ele escolheu no filme. Mas completamente perdoável, afinal o coitado estava traumatizado. O filme mesmo eu só consegui assistir depois que saiu em mídia física, pois quando fui ao cinema com o meu amigo, já não tinha mais ingresso e acabamos vendo Batman vs Superman (trágico).
Doutor Estranho eu também não vi nos cinemas, devido a uma terrível semana de provas, e a uma nota em matemática e química que a dona Milena aqui precisava recuperar. O que foi uma pena, pois sinto que perdi uma ótima oportunidade de ver o que era 3D de verdade. Stephen Strange se tornou um dos meus personagens favoritos da Marvel, substituindo um pouco o Tony e a Natasha. E foi aqui que comecei a me interessar pelas HQs, fui atrás de algumas dele na internet mesmo. Depois descobri a Miss Marvel e acabei comprando alguns vários quadrinhos dela em capa dura.

Os anos seguintes foram uma euforia só. Já estavam anunciando o tão esperado Guerra Infinita parte 1 & 2 (antes deles dividirem), e também tinha Guardiões da Galáxia vol. 2, Thor: Ragnarok e Pantera Negra. Mas desses, eu e meus amigos estávamos ansiosos mesmo era para Guardiões, pois é isso que acontece quando um filme o cativa pela trilha sonora: já sabíamos cantar todas as músicas antes mesmo de ir assistir. Lembro que ganhei três gibis deles no mesmo ano, de um amigo que foi para os Estados Unidos na férias, só que eram todos de séries diferentes. Mas guardei todos com o maior carinho na minha estante.
Guerra Infinita foi um dos únicos filmes que eu realmente vi na estréia. Fui com as minhas amigas da faculdade. Elas compraram os ingressos uma semana antes, e mesmo assim conseguimos chegar atrasadas na sessão. Saímos do cinema chorando, e fomos direto para a faculdade segurando a língua para não dar spoiler. Ficamos fazendo teorias o resto da semana. Este ano, eu deixei o dinheiro contadinho para assistir Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato. E sim, eu gostei de Capitã Marvel, acho a Brie Larson maravilhosa. Agora, quando abriu a pré-venda de Ultimato eu pirei de vez. Fiquei 1h esperando o cinema abrir para conseguir comprar o ingresso para a estréia (e não a pré, porque eu estudo e trabalho no dia seguinte).

Eu amo essa mulher.
Você, leitor, deve estar pensando: “nossa, mas essa doida escreveu mais de seis parágrafos para não chegar em absolutamente nada?”
Eis a questão, meu querido leitor. O Universo da Marvel não revolucionou e impactou só “apenas” a indústria cinematográfica, afinal, todos esses filmes, séries e spin-offs acompanharam não só a minha adolescência, mas a vida de muita gente. Para cada época, cada ano, tinha um filme lançando, e para cada filme, tinha uma discussão, uma teoria, uma aparição do Stan Lee. Ouso dizer que influenciou até na escolha da minha profissão. E agora, uma era está chegando ao fim. Vingadores: Ultimato é a conclusão de todos os teasers na qual ficamos empolgados. É a conclusão final das nossas teorias e dos dias vendo fanvid no YouTube. É a conclusão das discussões sobre qual é o melhor vingador numa roda de amigos. É claro que terão novos filmes, o próprio Kevin Feige já falou. Mas talvez seja a última vez que vamos defender um ou outro personagem.

Bateu a saudade, né?
Nos vemos dia 25 de abril!
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