A Maternidade é POP!

A maternidade é POP!

O pai moderno não tem aquele distanciamento que estávamos acostumados nos anos 80 e 90. Os pais dos meus amigos eram quase que mafiosos: quando eles apareciam na casa a molecada fazia silêncio, parava de correr, meio que se escondia pra não levar bronca.

Marcos Piangers

Cultura POP como o nome mesmo diz, é algo popular, de grande alcance, que atinge, ou ao menos deveria, a maioria das pessoas. Maternidade também.

Acontece que há pouco tempo atrás não haveria link algum entre as duas, mas as coisas estão mudando, e a vida, principalmente a de mãe vem me mostrando isso de forma prática.

Sou mãe do Hugo, um garoto de oito anos, e temos uma relação bem próxima desde sempre, não raro dizem que não parecemos mãe e filho tamanha amizade, afeto e honestidade presentes nesta relação. -“Parecem até irmãos”, eles falam.  Não sei onde está escrito que mães e filhos tem que ser distantes, que a relação tem que ser de uma hierarquia desumana, acontece que aqui em casa não rezamos por essa cartilha.

Não sei precisar quando é que toda essa história de cultura POP começou por aqui, ao menos sob essa perspectiva materna. Sempre gostei de livros, cinema, e música, mas confesso que não tinha muito com quem dividir. Até ele vir.

Primeiro foi um boneco do Batman, Hugo nunca foi muito de carrinho, preferia os bonecos, e desde o boneco do Batman, aos três anos, ele decidiu que queria colecionar, então combinamos que em cada data comemorativa (aniversário, dia das crianças e natal) ele ganharia um, até porque mamãe não tem pé de dinheiro, risos.

O Segundo foi um boneco do Hulk que deu um trabalhão para esconder até o natal, mas a coisa desandou mesmo quando ele começou a ver resenhas de brinquedos no youtube e decidiu que queria um boneco do BuzzLightyear, -“Ele fala 53 frases com a voz do dublador, mãe”, Hugo sabia o valor emocional que Toy Story tinha pra mim – assisti a esse filme aos 7 anos na escola e nunca me esqueci da expressão do Woody ao ver o Buzz pela primeira vez.

E assim começa a saga da mãe procurando por um boneco que não era fabricado mais, me senti o Schwarzenegger em “Um herói de brinquedo”, e não, não é uma boa sensação, mas graças ao botão “avise-me quando estiver disponível”que eu só devo ter clicado essa vez na vida, uma loja me avisou que tinha 1 unidade em estoque, e foi um natal sensacional, confesso que queria aquele boneco pra mim, exceto a parte em que ele diz –“Você parece um pouco mais redondo do que antes”.

Em certa ocasião, Hugo perguntou quem era aquele boneco preto com cara de mau que eu tanto gostava e que tinha várias coisas dele, daí comecei a falar sobre Star Wars pra ele o que resultou em uma maratona de A ameaça fantasma ao Despertar da Força, finalmente consegui explicar pra ele que Darth Vader não era super-herói, R2D2 e C3PO entraram pra lista de personagens favoritos dele e agora todas as coisas que compro com a temática tenho que comprar pra nós dois.

Aprendi com Hugo a gostar do universo Marvel quando ele me fez assistir Avengers mais de 10 vezes, e me fez prometer que iríamos juntos ao cinema assistir a todo filme de super-herói que estreasse. E que voltei a me interessar por Harry Potter depois que ele assistiu em três dias a todos os filmes e decidiu que queria estudar em Hogwarts.

O que eu quero dizer com tudo isso é que cultura POP e maternidade podem perfeitamente andar juntas, e eu poderia citar aqui dezenas de situações em que a cultura pop me aproximou do meu filho, ela nos une todas as vezes que sentamos juntos para assistir “Jovens Titãs”, “Gravity Falls” ou ouvir trilhas sonoras da Disney no Spotify enquanto tomamos café da manhã ou montamos LEGO. Quando pulamos carnaval nos blocos nerd da cidade, -sim, sempre quis sair com uma criança de seis anos que tem a minha cara fantasiada de Vader-, quando ele procura o Stan Lee nos filmes, quando não entendo a referência ou tenho que esperar os pós créditos mesmo que não tenha pós créditos no filme em questão.

Esses dias aprendi o que é NOOB, e fui trolada porque ainda estou naterceira fase de Super Mário Odissey enquanto o pequeno zerou o jogo em um mês, ossos do ofício de mãe, afinal, ainda sou a mãe, a que ensina e aprende, mas também a que é lembrada por Star Wars, Frida Kahlo, Amelie Poulain e Emicida e que vive no mesmo mundo que seu filho ao invés de estar em uma Galáxia muito distante…

A força é forte na minha família, espero que seja na sua também.

Texto de Fernanda, nova integrante da Equipe BOLSA NERD.

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